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Mostrando postagens de maio, 2022

Porto mãe

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                                       Cinthia Barreto Santos Souza   Sou Porto ordinário, sou tempo e lugar de chegada ou de partida. Sou eu. Como posso resistir sendo eu lugar de ancoragem? Partiram todas as náuticas. Visto o horizonte e contemplo o movimento natural das embarcações arrastadas pelo vento suave ou não. Procuro um binóculo para não os perder da paisagem. Não há sequer um bote que me salve da soledade. Estão todos a navegar enquanto sou na minha condição de porto. Porto Seguro? Não permito desconfiança sobre a base que cravei, pedra sobre pedra. Estou firme apesar das tempestades ordinárias. Sou chegada, fui partida. Posso destinar e receber. Parece cômico, uma ironia perversa, dizer que fazer partir é o ponto máximo de magnetismo para um porto. Para quem? Tripulantes ou transporto? Para partir ou para chegar, sou porto. Estarei no mesmo lado de onde nunca arr...

Cápsula aberta ao tempo

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Disponível em https://cdn.pixabay.com/photo/2018/05/01/11/34/family-3365336_1280.jpg CÁPSULA ABERTA AO TEMPO: CARTAS, CRÔNICAS E NARRATIVAS AUTOETNOGRÁFICAS PARA FAMÍLIAS DO FUTURO Diana Léia Alencar da Silva Sejam bem-vindos (as), navegantes! Em 2022, no curso da trajetória iniciada em 2021, prosseguimos mar adentro para narrar e compartilhar, em uma cápsula aberta ao tempo, os nossos “achados” nas odisseias de encontros e reencontros em família. Cabe esclarecer que cápsulas do tempo são utilizadas geralmente para guardar objetos ou informações para o nosso “eu” da posteridade ou para gerações futuras. Algumas são intencionais, destinadas ou não para serem abertas ou acessadas em uma determinada data futura. A cápsula de metal enterrada, em 2018, por exploradores russos no gelo do Polo Norte e posteriormente encontrada em uma praia irlandesa é um exemplo; outro é a “cápsula do tempo” contendo cartas, fotos, celulares, CDs, pen drives, entre outros, depositados por estudant...