Cápsula aberta ao tempo
CÁPSULA ABERTA AO TEMPO: CARTAS, CRÔNICAS E NARRATIVAS AUTOETNOGRÁFICAS PARA FAMÍLIAS
DO FUTURO
Diana Léia Alencar da Silva
Sejam bem-vindos (as),
navegantes!
Em 2022, no curso da
trajetória iniciada em 2021, prosseguimos mar adentro para narrar e compartilhar,
em uma cápsula aberta ao tempo, os nossos “achados” nas odisseias de encontros e
reencontros em família.
Cabe esclarecer que cápsulas
do tempo são utilizadas geralmente para guardar objetos ou informações para o
nosso “eu” da posteridade ou para gerações futuras. Algumas são intencionais,
destinadas ou não para serem abertas ou acessadas em uma determinada data
futura. A cápsula de metal enterrada, em 2018, por exploradores russos no gelo
do Polo Norte e posteriormente encontrada em uma praia irlandesa é um exemplo;
outro é a “cápsula do tempo” contendo cartas, fotos, celulares, CDs, pen
drives, entre outros, depositados por estudantes concluintes do ensino médio de
uma escola de Rio Branco, aqui no Brasil, a ser desenterrada 15 anos depois.
Há cápsulas do tempo também
não intencionais, encontradas em escavações arqueológicas no mundo todo. Esse o
caso das ruínas de Pompeia: as cinzas e lama provenientes da erupção do Vesúvio
moldaram objetos do cotidiano além dos corpos das vítimas, permitindo que
fossem encontrados 1600 anos mais tarde do modo exato em que foram atingidos.
São, assim, esses achados arqueológicos, também cápsulas do tempo.
Quer sejam intencionais ou não intencionais as cápsulas do tempo possibilitam preservar memórias constituídas no interior de um grupo, nas quais, certamente, habitam a história de muitas outras pessoas, de outros tantos grupos. Pautadas nesta reflexão, transformamos nosso blog em 2022 em uma cápsula do tempo digital para compartilhar e preservar memórias de e para a família, através de cartas, crônicas e narrativas autoetnográficas. Neste caminho serão compartilhadas as descrições e reflexões sobre os achados da memória e vivências que julgamos importantes, com inclusão também fotos, desenhos e documentos, norteadas pelos questionamentos: Quais lembranças da e em família, vividas ou apreendidas no grupo ou na comunidade, consideramos como um patrimônio digno de ser preservado? O que pensamos e estamos aprendendo sobre as famílias no momento atual? Quais autorreflexões e registros gostaríamos de deixar para as famílias do futuro?

Mais um propósito relevante para refletir e repensar sobre a família e seus processos de transformação e mudança!!! Viva DIÁRIOS DA NAU!!!
ResponderExcluir