Maura Espinheira Avena (Dedicado a meu irmão: Antônio Itamar Espinheira Filho) O relógio do meu pai parou Talvez para que eu pudesse enxergar o presente Tudo é contemplação neste tempo Onde a vida se fez dona da eternidade O Relógio do meu pai parou No tempo da memória, seus olhos me olham e miram a pintura Enquanto seu corpo se aproxima e se afasta da obra para pousar no tempo do sentir Tudo é criação e renovação, alma e coração Tempo...
Num primeiro momento, tudo era muito distante e pouco se sabia sobre o que estávamos prestes a experimentar, ou quiçá acreditávamos na possibilidade, mas foi se aproximando, aproximando... Veio a ordem da ciência: era preciso ficar em casa, evitar contato físico, ou seja, não se aglomerar. Sim, mas como ficar em casa? Para muitos, é possível ficar em casa com uma certa tranqüilidade; para tantos outros, a rua é a casa, o lugar agora proibido. Estamos no grupo que relativamente pode ficar em casa, trabalhar de modo remoto... mas estávamos inquietas/os com a nova condição imposta. Daí, emergiu a possibilidade de concretude desse momento, por meio da escrita colaborativa e o convite foi feito por meio da seguinte pergunta: - Como estão as suas vivências (consigo e com suas relações) nesses tempos de pandemia da covid-19? As suas respostas, neste espaço, poderão ser compartilhadas por meio de cartas, crônicas, contos, poesias, nanocrônicas, imagens, diário, entre outros. A tônica dos...
PELA CAPACIDADE DE ASSOMBRO... #resistir para existir #existir para resistir Diana Léia Alencar da Silva Maura Espinheira Avena Rita da cruz Amorim Teresa Cristina Merhy Leal Há uma noção em Psicologia Social que é muito inspiradora e nos convida e motiva a cultivar a “capacidade de assombro” diante da vida cotidiana e das expressões da questão social. Essa capacidade tem sido sabotada sistematicamente pelo excesso de informação e falta do pensamento crítico reflexivo que, por sua vez, tem gerado a incapacidade de indignação e resistência. Os recortes a seguir são parte do nosso legado às famílias, transformados em um convite à “problematização do óbvio”, caminho que retira o véu que encobre a totalidade dos fatos e fenômenos da realidade, para desnaturalizar as diversas violências cotidianas. Não podemos esquecer este caminho consciente e lúcido, sob pena de correr o risco de instaurarmos de vez o fantasma da indiferença. Somos, inegavelmente, os produtore...
gostei
ResponderExcluirEu gostei muito
ExcluirMaravilhosa😍😍
ResponderExcluirÉ compartilhada, quem escreve e quem lê, o alento ao leitor\leitora e a leveza do escritor\escritora em presentear com sua obra!
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